
Último ato de campanha antes do 1º turno das eleições, a passeata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada neste sábado (3) na região da Avenida Paulista, começou com acusações contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e a Polícia Militar do Estado. As queixas contra a PM surgiram antes mesmo do início da passeata. Isso porque parte dos apoiadores de Lula se aglomeraram na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, mas foram obrigados pela polícia a saírem do local e se concentrarem apenas na Augusta. "Ricardo Nunes tentou impedir nosso ato na Paulista. Mas não tem problema. A gente vai pela Augusta", afirmou, inicialmente, o locutor e secretário Nacional de Organização do PT, Laercio Ribeiro. Nunes é aliado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e esteve no palanque do senador durante a campanha.
O prefeito não se pronunciou oficialmente sobre a suposta tentativa de impedir a carretada. A Avenida Paulista é o principal palco de protestos e manifestações no Brasil. Ficou marcada nos últimos anos por atos do ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Em seguida, após os petistas começaram caminhando pela Augusta, uma nova acusação foi feita. Ribeiro disse que a PM estaria ameaçando de prisão o motorista do trio elétrico do PT. "Estão tentando nos tirar da Rua Augusta. Preciso que a militância venha toda pra frente do caminhão", defendeu. Apesar da troca de acusações, o ato segue agora para a Praça Roosevelt, região central de São Paulo, onde deve ser concluída a manifestação. O SBT News procurou a Polícia Militar, mas até o momento não obteve um posicionamento. O espaço está aberto para eventuais esclarecimentos.
