Imagem: Nobel de Química reconhece pesquisas que ajudam a desenvolver remédios mais eficazes e seguros
CIÊNCIA – O Nobel de Química deste ano reconheceu pesquisas que ajudaram a desvendar o comportamento das chamadas moléculas quirais — substâncias que existem em duas versões, como imagens uma da outra no espelho, mas que podem produzir efeitos muito diferentes no organismo. A descoberta abriu caminho para a produção de medicamentos mais eficazes e seguros.
O francês Henri Kagan e o japonês Kenso Soai passaram décadas estudando como fazer reações químicas produzirem, de forma controlada, apenas uma dessas versões. A questão é fundamental para a medicina: em um remédio, uma molécula pode ter o efeito desejado, enquanto sua versão espelhada pode não funcionar ou até provocar efeitos graves.
Um exemplo é a talidomida, usada no fim dos anos 1950 contra o enjoo de grávidas e responsável por graves malformações em milhares de bebês. O Nobel considerou o trabalho uma resposta a uma questão que acompanha a vida na Terra há cerca de 4 bilhões de anos.
O francês Henri Kagan e o japonês Kenso Soai passaram décadas estudando como fazer reações químicas produzirem, de forma controlada, apenas uma dessas versões. A questão é fundamental para a medicina: em um remédio, uma molécula pode ter o efeito desejado, enquanto sua versão espelhada pode não funcionar ou até provocar efeitos graves.
Um exemplo é a talidomida, usada no fim dos anos 1950 contra o enjoo de grávidas e responsável por graves malformações em milhares de bebês. O Nobel considerou o trabalho uma resposta a uma questão que acompanha a vida na Terra há cerca de 4 bilhões de anos.