Médicos prestadores de serviço dos hospitais estaduais de Alagoas têm salários cortados em cerca de 15% sem explicação

Dia 20, sem aviso: prestadores da saúde estadual recebem menos e aguardam resposta de Sesau


Médicos que atuam como prestadores de serviço nos hospitais estaduais de Alagoas foram surpreendidos na terça-feira (20) com descontos de aproximadamente 15% nos pagamentos, sem aviso prévio ou explicação sobre os motivos da redução. Os relatos chegaram à diretoria do Sindicato dos Médicos de Alagoas (SINMED/AL), que divulgou vídeo cobrando posicionamento do governo do Estado.


no dia 20, o pagamento não é destinado aos servidores efetivos.
No dia 20, o pagamento não é destinado aos servidores efetivos.



Os servidores efetivos não foram atingidos: os efetivos não recebem no dia 20, e os cortes recaíram sobre os pagamentos feitos aos profissionais contratados como prestadores.
AR NEWS 24H - Adicione como fonte preferida no Google
Adicione o AR NEWS como fonte favorita no Google News

Os cortes não alcançaram todos os médicos da rede estadual. Os descontos atingiram apenas os prestadores de serviço; servidores efetivos não foram afetados, pois não recebem no dia 20 o salário — data em que são quitados os valores devidos aos contratados como prestadores. Nesse dia, aos efetivos é paga apenas a GPF, a gratificação de desempenho. Os prestadores também recebem .

E é justamente essa gratificação que, segundo relatos de servidores, vem sendo paga sem critérios que possam ser explicados: enquanto alguns recebem valores elevados, outros ganham uma miséria — e alguns sequer a recebem.

VÍDEO DO SINMED ALAGOAS 


Vale registrar que o corte não alcançou a totalidade dos médicos da rede estadual: ele atingiu apenas os profissionais remunerados como prestadores de serviço. 
Os descontos atingiram apenas os prestadores de serviço; servidores efetivos não foram afetados, pois não recebem no dia 20.

O que a lei exige

Os cortes levantam questões que vão além do desconforto. Prestadores de serviço mantêm com o Estado relações contratuais, e o Código Civil impõe às partes, na conclusão e na execução do contrato, os princípios de probidade e boa-fé (art. 422). Reduzir unilateralmente o pagamento, sem aviso e sem justificativa, exige, no mínimo, explicação formal sobre a base legal do desconto.

Quanto à GPF, a diferença de valores entre profissionais em situações semelhantes, sem critério público e verificável, fere os princípios da isonomia (art. 5º da Constituição) e da impessoalidade (art. 37, caput), e a eventual supressão do pagamento em alguns casos exige norma que a autorizasse.

Cabem providências. 

À Sesau, cabe explicar publicamente o motivo do desconto e os critérios de concessão da GPF. 

Ao Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL), no exercício da fiscalização contábil, financeira e orçamentária garantida pelo art. 70 da Constituição, cabe auditar a gratificação, verificando se os pagamentos seguem norma e se há desvio de critério.

 Ao Ministério Público de Alagoas, que pode atuar de ofício (art. 129 da CF e Lei 7.347/1985), cabe apurar fatos que já são de conhecimento público — inclusive pelo risco de que a inadimplência comprometa o funcionamento dos hospitais, em um cenário em que a rede estadual já convive com superlotação, mortes sem resposta e pacientes aguardando cirurgias.


Enquanto isso, quem mantém plantões, cirurgias e emergências na rede estadual segue trabalhando sem saber quanto vai receber no próximo mês.


A Sesau não havia se manifestado até a conclusão desta reportagem. O espaço segue aberto. Denúncias: arnews24horas@gmail.com.

 

NOTA:
O AR NEWS publica artigos de várias fontes externas que expressam uma ampla gama de pontos de vista. As posições tomadas nestes artigos não são necessariamente as do AR NEWS NOTÍCIAS.
🔑 PALAVRAS-CHAVE:
📙 GLOSSÁRIO:
🖥️ FONTES:
🔴 Reportar uma correção ou erro de digitação e tradução: Contato ✉️
Adicionar como fonte preferida
AR NEWS 24H
Adicionar

Postar um comentário

0Comentários
* Por favor, não faça spam aqui. Todos os comentários são revisados ​​pelo administrador.