Manifestantes no Porto exigem demissão do Governo e greve geral ibérica

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 2 min de leitura
Manifestantes no Porto exigem demissão do Governo e greve geral ibérica

Os manifestantes pela habitação no Porto, reunidos em assembleia popular desde as 19h49 na Praça D. João I, pediram hoje a demissão do Governo e a realização de uma greve geral ibérica.

Durante a assembleia popular, que às 21h continua, foram gritadas, por diversas vezes, pelo coletivo que preenche a praça, palavras de ordem como "demissão" ou "greve geral da Espanha a Portugal".

Os pedidos de demissão foram dirigidos tanto ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, como ao Governo em geral: "Este governo não pode continuar e tem de cair", disse uma manifestante à praça, tendo sido seguida de gritos de "demissão" por toda a praça.

Outro manifestante, que havia sido preso na madrugada de hoje, pediu uma "greve geral por moradia", e a multidão então exclamou um pedido de "greve geral, da Espanha a Portugal".

Cânticos como "25 de Abril sempre" ou "o povo unido jamais será vencido" são entoados repetidamente na Praça D. João I.

A assembleia popular da Acampada. Porto fez hoje um minuto de silêncio na Praça D. João I pelos manifestantes que foram agredidos pela polícia nesta madrugada.

Depois do minuto de silêncio foi posta a votação e aprovada por unanimidade a "continuação de resistência pacífica".

Também foi aprovado por unanimidade um apelo ao Presidente da República para que tome uma posição sobre a violência que foi cometida contra os manifestantes.

Foi lembrado o artigo 45 da Constituição da República Portuguesa, onde se diz que os cidadãos têm direito a manifestação sem autorização e foi pedida a demissão do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

A polícia interveio depois de os manifestantes não terem acatado as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, houve, no total, 33 manifestantes feridos, sendo 27 em Lisboa e seis no Porto.

Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do inquilinato, o fim das demolições e despejos sem alternativa habitacional, um freio à aquisição de moradias por fundos imobiliários, o aumento da moradia popular, a recuperação de imóveis vagos para fins residenciais e tetos "verdadeiramente acessíveis" ao aluguel.

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