Últimas

Flávio Bolsonaro está superando as pesquisas e está perto de vencer a presidência brasileira contra Lula

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 5 min de leitura
Flávio Bolsonaro está superando as pesquisas e está perto de vencer a presidência brasileira contra Lula
Flóvio Bolsonaro está superando as pesquisas e está perto de vencer a presidência brasileira contra Lula.

Donald Trump e Javier Milei comemoram

A América Latina, com um forte desempenho de Flóvio Bolsonaro, está um passo mais perto de se tornar o novo presidente graças a uma vitória retumbante sobre o atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro, de 45 anos, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve 49,58% dos votos com 65% das urnas apuradas. Lula, que busca um quarto mandato para governar dos 81 aos 85 anos, ficou muito aquém das expectativas, com 42,25%. Para saber mais: Eleições no Brasil. Flóvio Bolsonaro, o '01' de uma família que quer ser uma dinastia política: "Pai, eu te honrarei."

Fl�vio Bolsonaro, rodeado de simpatizantes.
Fl�vio Bolsonaro, rodeado de simpatizantes.

Com esses resultados, Bolsonaro e Lula se enfrentarão no segundo turno, em 25 de outubro, para definir quem assumirá o Palácio do Planalto em 5 de janeiro. A vantagem de Bolsonaro é considerável, e o vencedor do primeiro turno também se beneficia do fato de que a maioria dos votos para os outros candidatos, mais de 8%, é predominantemente de direita. Se Bolsonaro for confirmado como o novo presidente em três semanas, o Brasil, a peça mais importante do quebra-cabeça, terá caído: o país continental, o último de alguma relevância a resistir na América do Sul, se juntará à Argentina de Milei, à Colômbia de Abelardo de la Espriella, ao Peru de Keiko Fujimori, ao Chile de José Antonio Kast e a outros países nas mãos da extrema direita. Apenas o pequeno Uruguai, com Yamandé Orsi, é governado pela esquerda.

A Venezuela, controlada pelos Estados Unidos, se enquadra em uma categoria política diferente. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva após votar em São Bernardo do Campo. Ettore Chiereguini, AP. Trump, com quem Lula tinha uma relação ruim, está esfregando as mãos de contentamento: o Brasil é a maior economia da América Latina, tem o nono maior PIB do mundo, a segunda maior reserva de terras raras do planeta e é um grande produtor de energia e alimentos. A aliança do Brasil no BRICS com outras potências como China, Rússia, Índia e Irã não deve durar muito. E a disputa com a Argentina, com Bolsonaro na presidência, será coisa do passado. A vitória do filho de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe fracassada, já está escrita? Está tudo escrito, só faltam os retoques finais, porque a situação para a esquerda é desesperadora.

Mesmo em três semanas, não adiantaria para Lula se o medo de um retorno à direita de Bolsonaro mobilizasse todos aqueles que simpatizam com a esquerda, mas não votaram neste domingo. O problema? Esses votos potenciais são muito poucos: há quatro anos, 79% votaram tanto no primeiro quanto no segundo turno. E desta vez, exatamente o mesmo número. "O mapa do Brasil mostra uma onda de direita muito forte", confirmou a analista Andrea Sadi à Globo News, em uma noite que foi um verdadeiro pesadelo para o Partido dos Trabalhadores (PT), que sofreu uma derrota expressiva em grande parte do país. Bolsonaro abriu uma vantagem de oito pontos sobre Lula já na primeira contagem.

Mas isso representava apenas 1,2% dos votos, enfatizaram os especialistas: como os votos do Sul, região com forte presença de Bolsonaro, são apurados mais rapidamente, foi preciso esperar a contagem dos votos do Nordeste, mais pró-Lula. Uma esperança vã para a esquerda. A apuração continuou, e a vantagem de Bolsonaro não só não diminuiu, como aumentou para quase 11 pontos. Com 25% dos votos apurados, Lula começou diminuindo a diferença, embora Bolsonaro permanecesse acima da barreira de 50% que lhe garante a vitória no primeiro turno.

O presidente do Brasil, Lula da Silva.
O presidente do Brasil, Lula da Silva.

Só depois de 64,81% dos votos terem sido apurados é que a eleição foi para o segundo turno, como já era previsto, apesar de Bolsonaro ter afirmado na reta final da campanha que venceria no primeiro turno. Outros três Bolsonaros saíram vitoriosos. O segundo turno, em 25 de outubro, é, para muitos de seus apoiadores, apenas um detalhe, pois já se consideram vencedores. Duas horas após o fechamento das urnas, comemorações, inclusive com fogos de artifício, já ecoavam pelos bairros nobres de São Paulo. Enquanto o Brasil aguardava os resultados, três Bolsonaros já haviam saído vitoriosos. Michelle, esposa do ex-presidente, venceu a disputa para senadora federal por Brasília. Carlos Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, também se tornou senador federal pelo estado de Santa Catarina. Jair Renan, outro dos irmãos, foi eleito para o Congresso Nacional.

Se Bolsonaro assumir o governo do Brasil em janeiro, sua primeira medida é previsível: conceder anistia a seu pai, que o escolheu como candidato, e aos condenados pela tentativa de golpe de Estado no final de 2022 e pelo atentado na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. No mesmo dia em que foram eleitos 27 governadores, dois terços do Senado e toda a Câmara dos Deputados, candidatos de direita varreram as eleições. Tarcisio de Freitas, governador de São Paulo, estado com PIB maior que o de toda a Argentina, derrotou Fernando Haddad, ex-ministro promovido por Lula. Rio de Janeiro e Minas Gerais também serão governados pela direita.

AR NEWS 24H - Adicione como fonte preferida no Google
Adicione o AR NEWS como fonte favorita no Google News
🌐 Traduzido e adaptado
Adicionar como fonte preferida
AR NEWS 24H
Adicionar

Postar um comentário

0Comentários
* Por favor, não faça spam aqui. Todos os comentários são revisados ​​pelo administrador.