Ébola: Cabo Verde vai reativar plataforma para monitorizar entradas

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 2 min de leitura
Ébola: Cabo Verde vai reativar plataforma para monitorizar entradas

Cabo Verde vai reativar uma plataforma usada durante a pandemia de covid-19 para monitorizar entradas nos aeroportos do país após a notificação, na terça-feira, de um caso de Ébola na Nigéria, anunciou hoje a diretora nacional de Saúde.

Temos uma plataforma que foi usada durante a epidemia de covid que vamos reativar”, incluindo a aplicação de um “questionário” à entrada no país, disse Ana Paula Santos em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV).

A dirigente disse que, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o arquipélago como uma área de "baixo risco de infecção", os profissionais serão preparados para agir preventivamente.

Há a necessidade de reforçar a vigilância, equipamentos, preparar comunicação de risco”, disse, apontando também para um reforço da capacidade laboratorial, junto com o laboratório de referência com o qual Cabo Verde trabalha, que é o Instituto Pasteur de Dakar.

Serão desencadeadas ações de capacitação para "todas as estruturas de saúde, na perspectiva de poderem identificar precocemente os sintomas", disse.

Na Nigéria, as autoridades anunciaram na terça-feira o primeiro caso de infeção: uma diplomata que chegou a Abuja a bordo de um voo proveniente do Uganda.

Na sequência, também foram identificados 44 contatos.

A nação mais populosa do continente é o quarto país africano a ser atingido, este ano, pela estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, presente na República Democrática do Congo (RDCongo) há cinco meses.

Na RDCongo a doença já atingiu 9.704 pessoas e matou pelo menos 4.687, segundo o mais recente balanço do Instituto Nacional de Saúde Pública.

A febre hemorrágica viral tem alto grau de letalidade e vem se espalhando por vários países do continente, incluindo Uganda, vizinho da RDCongo, que havia registrado 20 casos e duas mortes antes de declarar a transmissão erradicada, no fim de agosto.

O responsável da agência de saúde da União Africana (Africa CDC), Jean Kaseya, alertou na terça-feira para "uma ameaça extremamente grave" e apelou à mobilização internacional.

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