Após mofo, escorpiões e ratos, HGE de Maceió é alvo de registro de miíase em paciente queimado na ALA amarela

🚨 IMAGENS FORTE — REGISTRO EXCLUSIVO


A reportagem do AR News 24H teve acesso a imagens de um grande queimado que estava internado na ala amarela do Hospital Geral do Estado (HGE) na segunda quinzena de outubro de 2026( Foi transferido para a UTI), em Maceió, apresentando miíase: infestação por larvas de moscas em ferida, popularmente conhecida como bicheira. Segundo a literatura médica, a miíase de ferida está associada à falta de cuidados adequados com lesões expostas, o que torna o registro, obtido dentro de uma unidade hospitalar, ainda mais grave.

Grande queimado apresenta miíase em registro feito na ala amarela do HGE em Maceió
Grande queimado apresenta miíase em registro feito na ala amarela do HGE em Maceió



O caso não pode ser lido isoladamente. Em julho, a Vigilância Sanitária de Maceió notificou oficialmente o HGE após encontrar falhas no armazenamento de medicamentos e resíduos, insuficiência de enxoval e sinais de mofo no Centro de Tratamento de Queimados. O Cremal já havia registrado superlotação, falta de insumos e escalas desfalcadas em setores críticos, e encaminhou relatório ao Ministério Público e à Sesau. Reportagens anteriores já haviam documentado infiltrações, ratos e escorpiões nos corredores da unidade.

Um paciente queimado, com feridas expostas, dependendo do local e das condições em que está internado, é exatamente o quadro clínico em que higiene, curativos e limpeza precisam funcionar sem falhar. As imagens mostram que isso não vem acontecendo.

Vídeo:

Bicheira em grande queimado: o registro que a Vigilância Sanitária precisa ver





O registro foi encaminhado à reportagem e não permite, por si só, concluir responsabilidade individual. Mas exige resposta imediata: à Vigilância Sanitária, cabe verificar as condições em que o paciente se encontra; O HGE , explicar publicamente como um grande queimado chegou a esse quadro; ao Cremal, apurar as condições de trabalho da equipe; e ao Ministério Público de Alagoas — que não precisa de denúncia formal para agir (art. 129 da CF e Lei 7.347/1985), basta ter conhecimento dos fatos —, instaurar de ofício a apuração do caso.

Até hoje, nem o HGE, nem a Sesau, nem o Cremal se pronunciaram oficialmente sobre as mortes de Richard e Cecília. Que a miíase de um grande queimado na ala amarela não se torne mais um nome nessa lista do silêncio.

Denúncias e informações: direct ou e-mail arnews24horas@gmail.com. O espaço segue aberto para manifestações do HGE, da Sesau, do Cremal e do MP-AL.
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