Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco

O resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostra que, dos 3.732 municípios que encaminharam dados ao governo federal, quase metade (49,2%) apresentou índices que indicam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito transmissor das seguintes doenças: dengue, da chikungunya e da zika.

O levantamento, realizado nos meses de maio a agosto, foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7) e mostra que apesar do alerta de infestação, os dados de infecções apresentaram melhora significativa em relação ao ano anterior.

As informações do levantamento ajudam estados e municípios a direcionarem ações de prevenção e controle dessas arboviroses, que são doenças virais transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti.

O Brasil registrou a queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior.

chikungunya – queda de 43% (de 118.885 casos, em 2025, para 67,9 mil, de janeiro a setembro deste ano).

Os indicadores obtidos pelo LIRAa também identificam os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti.

42,3% – vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes do dia a dia;

26,1% – reservatórios de água (caixas d’água, tonéis, cisternas);

23% – pneus e lixo ou resíduos sólidos (latas, garrafas PET, entulho).

Sudeste, Sul e Centro-Oeste – predominante em vasos, pratos de plantas, garrafas e recipientes domésticos.

Com os dados da amostragem, os agentes da vigilância epidemiológica das prefeituras podem direcionar as medidas de combate a endemias, conforme a situação encontrada em cada município.

O Ministério da Saúde divulgou também a adoção antecipada de medidas de prevenção e controle por estados, municípios e população com a meta de reduzir o risco de transmissão das arboviroses no próximo verão, quando o calor aumenta.

Outra motivação é o avanço do El Niño, fenômeno climático natural que altera os padrões globais de chuva e temperaturas. As novas condições climáticas têm provocado eventos extremos em várias partes do mundo.

formação de mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACS) até o fim do ano, para visitas domiciliares de orientação, identificação de riscos e alerta sobre sintomas;

atuação de Agentes de Combate às Endemias (ACE) na prevenção, identificação de criadouros e ainda tratamento daqueles locais onde os criadouros não podem ser eliminados;

uso de ovitrampas, que são armadilhas para coletar ovos do mosquito e mapear as áreas mais críticas.

Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), que são armadilhas que usam a própria fêmea do Aedes aegypti para espalhar larvicida em outros criadouros de mais difícil acesso.

método Wolbachia, estratégia biológica que usa uma bactéria que impede o inseto de transmitir os vírus.

O governo alerta que a prevenção depende diretamente da população. Os moradores devem vistoriar suas casas e espaços ao redor regularmente.

manter caixas d’água, tonéis e cisternas bem tampados, guardar garrafas e baldes virados para baixo;

eliminar a água acumulada em vasos e pratos de plantas.

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