
Apesar das tentativas de intimidação por parte do governo nacional e da polícia, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em toda a Colômbia para protestar contra o governo de extrema-direita do presidente Abelardo De la Espriella.
O protesto foi organizado por organizações sociais, sindicatos e o maior partido da oposição do país, o Pacto Histórico.
O líder da oposição, Iván Cepeda, que participou dos protestos em Bogotá, disse a um repórter que o governo está "exercendo um regime mafioso a serviço dos piores elementos da política colombiana: o narcotráfico".
Ao contrário do que afirma De la Espriella, este não é um governo que se opõe ao narcotráfico; é um governo que apoia os cartéis de narcotráfico, os paramilitares e as forças ultraconservadoras que querem destruir os direitos do povo, os avanços democráticos alcançados pelo presidente Gustavo Petro e o progresso obtido pelo movimento popular nos últimos quatro anos.
É por isso que estamos aqui; não permitiremos que os direitos das pessoas sejam violados ou desrespeitados”, disse o senador.
Horas antes do protesto, o presidente assinou um decreto que alterou a resposta da polícia aos protestos e acusou os organizadores de serem "instigadores do mal" que "buscam causar o caos mais uma vez".
Organizações de direitos humanos denunciaram que as forças de segurança colocaram atiradores de elite nos telhados de prédios em Bogotá e que, em Cali, um helicóptero sobrevoou as cabeças dos manifestantes.
Os protestos serviram como um teste para uma "greve nacional" ainda maior, prevista para novembro e que deverá paralisar partes do país em 2021.
Estamos apenas começando”, alertou Cepeda, que ainda não reconheceu De la Espriella como o presidente legítimo da Colômbia após perder as eleições em julho.
