
O governo chileno anunciou na segunda-feira uma série de medidas para reativar a economia e criar mais de 100 mil empregos, em meio a uma grave crise de desemprego no país.
O Chile apresenta uma taxa de desemprego de 9,5%, a mais alta em cinco anos, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística.
O plano prevê a mobilização de mais de 1,3 bilhão de dólares em investimentos, obras e medidas de emprego, "com efeitos que começarão a se materializar nos próximos meses e ao longo de 2027", segundo comunicado da presidência de José Antonio Kast.
O projeto se baseia em quatro pilares: acelerar o investimento público e os projetos de execução rápida; impulsionar a contratação e o emprego direto; proporcionar maior liquidez às empresas e fornecedores; e criar uma nova política nacional de emprego.
A crise, que afeta quase um milhão de pessoas, impacta desproporcionalmente as mulheres e os jovens com menos de 24 anos.
O plano também inclui incentivos, como um "subsídio ao emprego" nas áreas e setores mais afetados pelo desemprego, com uma injeção fiscal de cerca de 94 milhões de dólares entre 2026 e 2027.
