Por Redação com Francês News
Mãe de bebê de 11 meses denuncia suposta falha médica após morte do filho no HGE
A mãe de um bebê de apenas 11 meses faz um grave desabafo ao denunciar uma possível falha no atendimento prestado ao filho durante a troca de uma sonda de gastrostomia no Hospital Geral do Estado (HGE), localizado em Maceió. O pequeno Richard Gabriel, que tinha microcefalia, faleceu no dia seguinte ao procedimento realizado na unidade de saúde pública.
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| "O sangue voou na minha cara": Mãe relata desespero durante procedimento de bebê no HGE |
Em entrevista ao portal Francês News, a mãe, Glória Omena, relatou que levou o bebê ao hospital exclusivamente para substituir o dispositivo utilizado na sua alimentação diária. Conforme o depoimento, Richard foi direcionado à área vermelha do HGE, onde os profissionais de saúde tentaram introduzir três sondas diferentes antes da colocação definitiva da gastrostomia.
Durante o procedimento, Glória afirmou que precisou segurar as mãos do próprio filho sobre a maca. Ela relata que, no momento em que o médico tentou introduzir o dispositivo, ocorreu um forte sangramento, que chegou a atingir seu rosto:
"Quando o médico foi passar a sonda que ele usava para comer, o sangue voou na minha cara."
Glória explicou que permaneceu cerca de 30 minutos na área vermelha com a criança e, em seguida, foi encaminhada para a pediatria. No local, os profissionais administraram leite pela sonda recém-instalada e concederam alta médica para que retornassem para casa.
Agravamento do quadro e falecimento após a alta
Durante a madrugada, o estado de saúde de Richard começou a se deteriorar rapidamente. Diante da piora, a mãe levou o bebê a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas o garoto não resistiu e veio a óbito logo após dar entrada na unidade.
"Eu vim de lá confiando na palavra do médico. Como ele é o médico, quem sou eu para questioná-lo? Trouxe meu filho de volta para casa. No outro dia, ele passou mal, levei para a UPA e de lá ele não voltou mais."
Após a perda tragédia, Glória formalizou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo ela, o laudo pericial emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou perfuração e lesão no estômago do bebê. A informação sobre a perícia baseia-se no depoimento da mãe. A existência da lesão, de forma isolada, não estabelece imediatamente a responsabilidade nem determina como foi provocada, o que deverá ser apurado pelas autoridades técnicas e investigativas.
"Para mim, foi um erro deles no HGE. Tenho a ocorrência e só peço justiça pela morte do meu filho, para que isso não venha a acontecer com outras crianças."
"Ele lutou muito para sobreviver"
Conforme o relato emocionado de Glória, Richard Gabriel já era um vencedor: ele havia passado nove dos seus 11 meses de vida internado, enfrentando graves complicações de saúde das quais conseguiu se recuperar antes de receber alta hospitalar.
"Eu já o vi entre a vida e a morte quando estava no hospital, mas ele se recuperou, graças a Deus. Foi para casa, precisou de atendimento médico e, no outro dia, não voltou para os meus braços", relembrou.
Ao finalizar o desabafo, a mãe destacou todo o amor e a dedicação integral prestada ao filho durante sua breve vida:
"Eu não pedi para meu filho nascer especial. Foi Deus quem me deu ele especial. Eu o levei para pedir atendimento médico e ele não voltou mais para os meus braços. De lá, foi direto para o IML. Eu só quero justiça."
