AR NEWS 24h

AR News Notícias. Preenchendo a necessidade de informações confiáveis.

Maceió AL - -

Jornalista investigado por Moraes após reportagem sobre Dino pede arquivamento do caso

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura
Jornalista investigado por Moraes após reportagem sobre Dino pede arquivamento do caso
dino e moraes

O jornalista maranhense Luís Pablo divulgou, nesta quinta-feira (10), uma carta aberta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na qual pede o arquivamento da investigação que o atinge desde que publicou reportagens sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro Flávio Dino.

No documento, o jornalista afirma que, apesar da apreensão de seus equipamentos de trabalho e da quebra do sigilo de sua fonte, nenhuma prova de crime surgiu contra ele. "Depois de ter meus equipamentos de trabalho apreendidos, minhas conversas acessadas e o sigilo da minha fonte quebrado, não surgiu uma única prova de que persegui, monitorei ou recebi dinheiro para publicar reportagens contra o ministro Flávio Dino", escreveu.

Entenda o caso

A investigação teve origem após Luís Pablo publicar, em novembro, em seu blog, informações sobre o uso de um carro do TJ-MA por familiares de Dino. Meses depois, a Secretaria de Segurança do STF passou a suspeitar de monitoramento dos deslocamentos do ministro. Em 10 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma operação da Polícia Federal contra o jornalista, resultando na apreensão de celulares e computadores sob a suspeita de monitoramento ilegal da segurança de autoridades.

Três dias depois, em 13 de março, Luís Pablo prestou depoimento e permaneceu em silêncio. Em abril, os equipamentos foram devolvidos, e a análise do material passou a subsidiar a apuração sobre a origem das informações publicadas.

Fonte exposta e prejuízos profissionais

A medida também atingiu Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão apontado pela PF como o autor do repasse das informações usadas nas matérias. Na carta, Luís Pablo relata que ficou cerca de 70 dias sem seus instrumentos de trabalho, período em que sua atividade profissional foi vasculhada.

O jornalista afirmou que a identidade de sua fonte "foi descoberta pelo país inteiro", o que compromete a confiança em seu trabalho. "O dano não pode ser calculado apenas pelo que foi apreendido. Minha credibilidade, construída durante 15 anos de jornalismo, foi profundamente atingida. Que fonte, daqui para a frente, não terá medo de conversar comigo depois de ver o que aconteceu?", questionou.

Contestações financeiras e conclusão da PF

Luís Pablo também rebateu a suspeita sobre uma transferência de R$100 mil recebida por ele. Conforme relatório da própria Polícia Federal, não foi possível afirmar com certeza que o valor correspondesse a pagamento por reportagens. O jornalista apresentou comprovantes de que se tratou de um empréstimo pessoal já quitado.

A PF registrou ainda que a conduta do jornalista não se enquadra como violação de sigilo funcional. Na carta, Luís Pablo argumentou que o Estado pode investigar repórteres diante de indícios concretos de crime, mas não deve transformar linha editorial ou reportagens desagradáveis a autoridades em prova de conduta criminosa.

AR NEWS 24H - Adicione como fonte preferida no Google
Adicione o AR NEWS como fonte favorita no Google News
Adicionar como fonte preferida
AR NEWS 24H
Adicionar

Postar um comentário

0Comentários
* Por favor, não faça spam aqui. Todos os comentários são revisados ​​pelo administrador.

Busque no AR NEWS 24H