
Em 25 de setembro, a congressista Claudia Ortiz publicou um documento intitulado "A Verdade de Claudia Ortiz", no qual apresenta sua versão da crise interna do partido VAMOS e das questões que envolvem a liderança de seus órgãos, o processo de renovação de seus poderes e as eleições internas. A disputa gira em torno de Ortiz e da atual secretária-geral do partido, Cesia Rivas.
No documento, Ortiz argumenta que as divergências começaram a se aprofundar em julho, quando questionou aspectos relacionados à lista de membros, às regras e ao funcionamento dos processos eleitorais internos.
Ele também apoia as propostas dos membros que solicitaram a renovação dos mandatos do partido e explica os motivos pelos quais decidiu candidatar-se a secretário-geral.
A legisladora também se refere às gravações de áudio e documentos que têm circulado nas últimas semanas em meio à disputa interna. Ortiz afirma que esse material faz parte de uma estratégia para prejudicar sua imagem e dificultar sua participação no processo de renovação da liderança. Essas declarações, feitas pela congressista, suscitaram questionamentos e opiniões divergentes dentro do partido.
Outro ponto levantado por Ortiz é o processo disciplinar instaurado contra ela e a suspensão cautelar de seus direitos partidários, emitida pelo Tribunal de Honra e Disciplina do VAMOS. A congressista também questiona a composição do referido tribunal e aponta possíveis conflitos de interesse entre alguns de seus membros. Por sua vez, a direção do VAMOS afirmou que o procedimento deve ser conduzido com as devidas garantias e esclareceu que Ortiz não foi definitivamente expulsa do partido.
A controvérsia também se estende ao Conselho Executivo Nacional (CEN), à Comissão Eleitoral Permanente (CEP) e ao Tribunal de Honra e Disciplina. Ortiz afirma que sete membros do CEN têm autoridade para solicitar uma sessão extraordinária e questionou certas ações tomadas por órgãos internos. Em 23 de setembro, Ortiz e outros líderes realizaram uma reunião na qual propuseram a convocação de uma Assembleia Nacional para tratar, entre outras questões, de mudanças na CEP e no Tribunal de Honra.
Por outro lado, Cesia Rivas defendeu a validade das ações da direção e questionou a convocação de eleições promovida por Ortiz. Em 25 de setembro, Rivas apresentou ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) a formação de uma nova Comissão Eleitoral Permanente, composta por Sandra López como presidente, Fredy Blanco como secretário e Fátima López como membro. Segundo Rivas, esse órgão será responsável pela condução das eleições internas do partido.
As eleições internas para a renovação da direção do VAMOS permanecem suspensas na sequência de alterações na Comissão Eleitoral Permanente. Entretanto, as facções opostas mantêm posições divergentes quanto à validade das ações dos órgãos do partido e à forma como o processo de renovação deve ser gerido.
Entretanto, Claudia Ortiz solicitou a destituição de Cesia Rivas do cargo de assessora jurídica do grupo legislativo VAMOS, alegando "perda de confiança".
A medida entrou em vigor em 23 de setembro. Rivas confirmou sua saída do cargo, embora tenha indicado que continuaria atuando como suplente de Ortiz.
Assim, a disputa interna no VAMOS continua, com posições opostas sobre a liderança do partido, a composição de seus órgãos e o processo de eleição de novas autoridades. Ortiz afirma que deseja que os membros decidam democraticamente os rumos da organização, enquanto o processo disciplinar contra ele prossegue e a liderança mantém sua própria interpretação da validade das ações internas.
