
O presidente Bernardo Arévalo agora conta com dois decretos aprovados. Congresso para lidar com o aumento dos preços dos combustíveis. Um deles estabelece preços máximos por meio de um mecanismo de compensação, e o outro elimina temporariamente o IVA e o IDP (Imposto sobre Produtos e Serviços). Ambos foram encaminhados ao Poder Executivo.
É notícia. O Congresso enviou ao Poder Executivo o Decreto 22-2026, que isenta temporariamente as empresas do IVA e do Imposto sobre a Distribuição de Petróleo Bruto e Combustíveis Derivados do Petróleo (IDP). O decreto foi enviado nesta sexta-feira, após o prazo para apresentação de objeções ter expirado.
O prazo terminou às 16h30 e, segundo a Assembleia Legislativa, nenhum deputado apresentou objeções ao Decreto 22-2026, aprovado em caráter de urgência nacional em 22 de setembro.
O Decreto 21-2026 também está nas mãos do Poder Executivo. O Congresso rejeitou as objeções apresentadas por Allan Rodríguez em 24 de setembro e permitiu que o projeto de lei prosseguisse.
Arévalo terá que decidir se aprova, apresenta comentários ou veta cada regulamentação. A isenção fiscal entraria em vigor após sua publicação no Diário Oficial.
Pontos principais: Os dois decretos propõem mecanismos diferentes para reduzir o impacto dos preços dos combustíveis. O primeiro elimina temporariamente os impostos; o segundo estabelece preços máximos de referência e um mecanismo de compensação para determinados produtos.
O Decreto 22-2026 suspende o IVA e o IDP para gasolina premium, gasolina comum, diesel e gasóleo até 31 de dezembro de 2026.
A estimativa incorporada no decreto calcula uma redução de 9,41 GTQ por galão para gasolina premium, 9,10 GTQ para gasolina comum e 6,34 GTQ para diesel e óleo diesel.
O Decreto 21-2026 fixa o preço de referência em GTQ39 por galão para o diesel e a gasolina comum, e em GTQ41 para a gasolina premium, durante sua vigência.
Ponto de atrito
As medidas têm efeitos diferentes nas finanças públicas e na formação do preço final. Enquanto a isenção reduz a carga tributária, o mecanismo de compensação busca conter diretamente o preço ao consumidor.
O Decreto 22-2026 inclui mecanismos para que o benefício fiscal seja repassado ao consumidor e exige que as faturas identifiquem a isenção aplicada.
O Poder Executivo informou que suas equipes analisariam o decreto antes do processo de sanção e não indicou se Arévalo o sancionaria ou vetaria.
No caso do Decreto 21-2026, Arévalo já havia manifestado apoio à sua aplicação e solicitado que os preços máximos entrassem em vigor sem mais demora.
E agora? A decisão presidencial determinará qual das duas ferramentas, ou ambas, poderá ser aplicada nos próximos meses. A isenção fiscal tem data de término definida, enquanto o mecanismo de teto de preços também está previsto para permanecer em vigor até dezembro.
O Decreto 22-2026 estabelece que a isenção terminará em 31 de dezembro de 2026; a partir de 1º de janeiro de 2027, as tarifas normais retornarão.
A eliminação de impostos não estabelece, por si só, um preço máximo de venda, pelo que os valores continuarão sujeitos a variações nos custos internacionais.
A eventual aplicação simultânea de ambos os decretos exigirá uma análise de como seus mecanismos interagem e qual seria o efeito final sobre os consumidores, a receita tributária e os gastos públicos.
