A ativista afegã Mahbouba Seraj administrou o último abrigo e casa segura para mulheres vítimas de abuso em Cabul até que ele foi forçado a fechar em dezembro passado. Ela ainda mora na cidadela afegã e faz o possível para dar voz às aspirações de meninas e mulheres afegãs. Mas ela está se perguntando se é hora de partir. Seraj conversou com a apresentadora do programa The World, Carolyn Beeler, sobre o apagamento das mulheres da vida pública. O Ministro da Informação e Cultura do Afeganistão, Molvi Sher Ahmad Haqqani, discursa para delegados durante uma reunião de abertura das comemorações do quinto aniversário da retirada dos EUA e do retorno do Talibã ao poder, no Salão Loya Jirga em Cabul, Afeganistão, sábado, 15 de agosto de 2026. (Foto AP/) Este ano marca cinco anos desde que o Talibã recapturou o Afeganistão.
As armas silenciaram em grande parte no país, mas ele oscila à beira de uma guerra com o vizinho Paquistão. A insegurança alimentar é generalizada — quase metade da população precisa de ajuda alimentar. Mulheres e meninas foram privadas de seus direitos e praticamente apagadas da vida pública. Poucas defensoras dos direitos das mulheres no país ousam se manifestar. Uma exceção é a ativista afegã Mahbouba Seraj. Ela administrava o último abrigo para mulheres vítimas de abuso em Cabul até que ele fosse obrigado a fechar no ano passado. Ela conversou com a apresentadora do programa The World, Carolyn Beeler, da capital afegã. “As coisas estão piorando, de mal a pior, a cada dia”, disse Seraj. “O direito à educação, o direito ao trabalho, o direito de ir a lugares. Algumas delas não têm quem as sustente; o direito de cuidar da família trabalhando.
O direito de ir ao médico, o direito de ir a um parque, tudo isso, lenta e gradualmente, tem sido tirado delas.” Esta entrevista foi ligeiramente editada e condensada para maior clareza.