Catar afirma que toda a região está empenhada em deter a escalada da guerra, mas ainda não há conversações diretas

📅 04 de agosto de 2026⏱ 3 min de leitura🌐 Traduzido e adaptado
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Esforços diplomáticos para evitar nova escalada

O Catar afirmou que as negociações para uma “resolução de curto prazo” entre os Estados Unidos e o Irã avançam em estágio avançado, com um texto preliminar circulando entre as partes por meio de mediadores regionais. O porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores, Dr. Majed Al Ansari, declarou na terça‑feira que o Catar está trabalhando com Omã e o Paquistão para trocar ideias e propostas entre Washington e Teerã, e que “toda a região está agora trabalhando em conjunto, trocando ideias, para evitar qualquer nova escalada e encontrar uma solução”.

Al Ansari ressaltou que o foco imediato é impedir a escalada, reabrir o Estreito de Ormuz e restabelecer a porta para a diplomacia entre as partes. “Podemos confirmar que os esforços ainda estão em andamento com todas as partes”, afirmou, acrescentando que “estamos buscando uma resolução diplomática enquanto falamos agora”. Segundo ele, há iniciativas no terreno em estágios muito progressivos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou na segunda‑feira que as negociações estão em curso e descreveu o impulso diplomático como a “última chance” do Irã de assinar um acordo antes de novas ações militares. O Irã negou negociar diretamente com os Estados Unidos, mas confirmou manter discussões com Omã sobre a navegação no Estreito de Ormuz. Al Ansari não confirmou a existência de um documento completo, mas explicou que rascunhos são constantemente trocados e que a linguagem de um possível acordo está circulando entre as partes.

Um navio de carga relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido ao largo de Omã na manhã de terça‑feira, segundo a agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido. O Catar reiterou que sua prioridade é restaurar a liberdade de navegação e impedir que o estreito seja usado como alavanca política. “Estamos buscando uma resolução diplomática que permita a todos usar o Estreito de Ormuz da maneira como sempre o fizeram”, declarou Al Ansari, acrescentando que qualquer futuro sistema de gestão do estreito deve respeitar o direito internacional e contar com o acordo de todos os atores regionais e internacionais.

Pressão internacional sobre Israel e o roteiro de Gaza

Em paralelo, Al Ansari solicitou que a comunidade internacional exerça pressão sobre Israel para implementar integralmente o roteiro de Gaza, que estabelece etapas para o fim da guerra e a reconstrução da faixa. “Do lado palestino, vimos adesão a tudo o que foi acordado no roteiro”, afirmou, “a expectativa é que Israel faça o mesmo”.

O porta‑voz instou a comunidade internacional a pressionar Israel a cumprir o plano na íntegra e a se retirar de Gaza e de outros territórios ocupados, argumentando que “esta ocupação não pode ser justificada por quaisquer situações de segurança atuais ou passadas”. Segundo ele, a implementação total do roteiro poderia colocar a região no caminho da paz e oferecer alívio à população de Gaza, que sofre há mais de dois anos de bombardeios e crise humanitária.

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