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A Green Light investirá US$ 100 milhões para produzir o primeiro biofungicida de RNA do tipo no México.

✍️ Redação AR NEWS 24H ⏱️ 3 min de leitura 🌐 Traduzido e adaptado

A GreenLight Biosciences, fundada pelo cientista mexicano Andrey Zarur, anunciou na quinta-feira que investirá US$ 100 milhões na construção de uma fábrica de biofungicidas na região metropolitana da Cidade do México. A empresa utilizará a tecnologia do ácido ribonucleico (RNA) para produzir o primeiro biofungicida de RNA do mundo, que terá como alvo genes específicos em pragas e fungos sem prejudicar outros organismos ou deixar resíduos tóxicos no solo, na água ou nas plantações. Quando estiver em operação, o projeto concluído colocará o México à frente de mercados como os Estados Unidos, o Brasil e a União Europeia. "Hoje, estabelecemos como meta para o nosso país a criação de uma indústria de biotecnologia líder mundial", disse Zarur.

Zarur afirma que vê o projeto como um grande passo para substituir os produtos químicos e pesticidas tradicionais, muitos dos quais são derivados do petróleo. Foram necessários mais de 10 anos de pesquisa e testes no México e em outros 20 países para desenvolver os produtos a serem fabricados, que foram aprovados pelas autoridades nacionais em um tempo recorde de nove meses, segundo Zarur. O Ministro da Economia, Marcelo Ebrard, afirmou que espera que o investimento apoie a criação de uma nova cadeia de valor no México, centrada no conhecimento e na inovação. “Essas ideias, esse conhecimento, gerarão riqueza para o México”, disse Ebrard na apresentação do investimento na semana passada.

O primeiro produto desenvolvido pela GreenLight é um acaricida projetado para combater o ácaro-aranha, uma praga que afeta abacates, morangos e tangerinas e causa prejuízos estimados em 20 bilhões de pesos (US$ 1,17 bilhão) por ano. Seu segundo produto tem como alvo um fungo que afeta culturas como uvas, morangos e pepinos, e causa perdas anuais de cerca de 10 bilhões de pesos (US$ 587 milhões). Ele já está sendo usado em vinhedos na renomada região vinícola mexicana da Baja California. A aplicação de dois litros do produto por hectare controla mais de 99% do fungo, em comparação com cerca de 80% usando pesticidas químicos convencionais, de acordo com Zarur. A GreenLight também planeja desenvolver produtos para culturas estratégicas não alimentares, como o algodão. Espera-se que o projeto apoie a criação de 500 empregos diretos e especializados.

Com cerca de 11.000 graduados em ciências da vida concluindo seus estudos na Cidade do México a cada ano, o crescimento da indústria de biotecnologia proporcionará a esses graduados novas oportunidades de emprego, de acordo com Arturo Adolfo Palacios Romo, diretor-geral de atração de investimentos do Ministério do Desenvolvimento Econômico da cidade. A Cidade do México já abriga um dos maiores polos de fábricas farmacêuticas da região, e o lançamento do Distrito de Inovação de Tlalpan, um centro de ciência e empreendedorismo de US$ 125 milhões que promove pesquisa aplicada em saúde, biotecnologia e produtos farmacêuticos, demonstra o compromisso do México em expandir sua indústria de biotecnologia. Com informações de El Economista, La Jornada e México Industry

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