A crise na saúde pública estadual ganhou mais um capítulo nesta semana. Médicos vinculados à Uncisal denunciam que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou um repasse com corte significativo nos recursos destinados ao pagamento da Gratificação de Produtividade Funcional (GPF), comprometendo o funcionamento das unidades e deixando profissionais sem receber o incentivo financeiro.
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| SINMED ALAGOAS |
Embora a GPF seja uma gratificação estadual, os recursos que compõem o caixa da saúde podem ter origem mista — parte do Tesouro Estadual e parte de transferências federais do SUS. Uma vez incorporados ao Fundo Estadual de Saúde, esses recursos passam a compor o orçamento global da saúde, mas sua destinação deve respeitar as regras legais e orçamentárias.
Segundo relatos de médicos que atuam nas unidades, o valor creditado já vinha sendo considerado insuficiente para custear os serviços. Com a redução recente, tornou-se inviável manter o equilíbrio financeiro das atividades. Os primeiros prejudicados foram os médicos prestadores de serviço, que não receberam o pagamento do incentivo.
A situação atinge diretamente unidades estratégicas da rede vinculada à Uncisal, como o Hospital Escola Portugal Ramalho (HEPR), o Hospital Escola Dr. Hélvio Auto (HEHA) e a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), que já operam sob forte demanda assistencial.
Profissionais questionam a destinação dos recursos da saúde e alertam para o risco de prejuízo à assistência prestada à população. Além do impacto financeiro sobre os médicos, o corte aumenta a tensão interna e agrava o cenário de instabilidade nas equipes.
Uma reunião está marcada para a próxima segunda-feira no Ministério Público, onde representantes da categoria(( SINMED-AL) buscarão uma solução emergencial para o impasse. A expectativa é que o órgão intervenha para garantir a regularidade dos repasses e evitar que o atendimento à população seja ainda mais afetado.
Até o momento, a Sesau não se manifestou oficialmente sobre as denúncias.
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